Sincronizando a maior rede de ferramentas do mundo para a Stanley Black & Decker

Desafio

Os silos regionais e os processos manuais faziam com que a Stanley Black & Decker enfrentasse problemas de visibilidade e fluxos de trabalho isolados.

Solução

A C.H. Robinson implementou uma solução de TMS centralizada em 12 unidades na América do Norte, realizando a transição da rede para uma execução automatizada e orientada por dados.

Resultado

O projeto proporcionou visibilidade em tempo real e superou a meta de economia em 40%, graças ao rigoroso cumprimento do guia de roteirização, à visibilidade do mercado spot e ao uso inovador do agrupamento de cargas.

“A transição para um guia de roteirização sistematizado foi um divisor de águas. Deixamos de ter 12 unidades fazendo 12 coisas diferentes e passamos a adotar uma estratégia única. Agora, os dados orientam nossas decisões, medem o desempenho das transportadoras e monitoram a conformidade em tempo real.

- BEN BAUMAN
GERENTE DE LOGÍSTICA GLOBAL 4PL, STANLEY BLACK & DECKER

Não apenas otimizamos uma rede, mas também criamos uma base para a inovação contínua, que garante nossa capacidade de atingir nossos objetivos e atender às necessidades da organização.

- BEN BAUMAN
GERENTE DE LOGÍSTICA GLOBAL 4PL, STANLEY BLACK & DECKER

A Stanley Black & Decker é mais do que uma fabricante: é uma potência global reconhecida por marcas icônicas como DEWALT, BLACK+DECKER e CRAFTSMAN. Embora seja conhecida pelas ferramentas para consumidores presentes em garagens no mundo todo, a empresa também mantém uma operação ampla e complexa nos segmentos de manufatura industrial e bens de consumo de alto volume.

Como uma organização construída sobre o princípio de "tornar as coisas melhores", a Stanley Black & Decker busca continuamente aprimorar seus processos internos para atender cada vez melhor sua base global de clientes. No entanto, manter a maior rede de ferramentas do mundo exige mais do que produtos de excelência: exige uma cadeia de fornecimento de classe mundial.

O desafio: modernizar as operações e eliminar os silos

Historicamente, as operações logísticas da Stanley Black & Decker eram gerenciadas no nível de cada unidade. Embora cada unidade apresentasse alto desempenho, elas operavam de forma independente. Cada unidade utilizava seus próprios fluxos de trabalho manuais, resultando em uma rede fragmentada. Com o tempo, a dependência de dados dispersos tornou-se um grande obstáculo.

A liderança não tinha visibilidade em tempo real do status das remessas e, mais importante, não possuía uma visão clara do custo total desembarcado. Sem um sistema unificado, manter um guia de roteirização consistente ou garantir a conformidade em toda a rede era praticamente impossível. As decisões eram frequentemente tomadas com base nas preferências de cada unidade, em vez de seguirem uma estratégia sistemática para toda a empresa.

“Tínhamos unidades de classe mundial operando de forma independente, mas sabíamos que nosso próximo estágio de crescimento exigia uma estratégia mais integrada”, afirma Ben Bauman, gerente de Logística Global 4PL. “Precisávamos de um parceiro que fornecesse a tecnologia necessária para enxergar nossa rede com clareza, permitindo padronizar a designação de transportadoras e consolidar pedidos.”

A solução: Conectando a rede da Stanley Black & Decker

Para solucionar esses desafios, a Stanley Black & Decker escolheu a C.H. Robinson para implementar uma solução integrada centrada em um sistema global proprietário de gerenciamento do transporte (TMS). Para minimizar interrupções operacionais, a C.H. Robinson conduziu uma implementação estratégica, unidade por unidade, em 12 localidades da América do Norte.

Uma abordagem estruturada para a execução

A transição permitiu que a Stanley Black & Decker substituísse os processos manuais por uma conectividade baseada em APIs. Essa mudança proporcionou visibilidade em tempo real de toda a rede por meio de painéis dinâmicos atualizados em tempo real.

  • Roteamento automatizado: a C.H. Robinson substituiu a seleção manual de transportadoras por um guia de roteamento sistematizado. Isso permite que a liderança corporativa defina a estratégia geral, garantindo ao mesmo tempo uma execução automatizada e consistente em cada unidade.
  • Otimização do modal: utilizando a plataforma de clientes da C.H. Robinson, o sistema da Stanley Black & Decker agora seleciona automaticamente o modal mais eficiente — encomendas, carga fracionada (LTL), carga completa (FTL) ou intermodal — com base nas necessidades em tempo real, e não em preferências individuais.
  • Aquisição combinada de transporte: como a C.H. Robinson gerencia o processo de aquisição de transporte para toda a operação na América do Norte, as relações históricas da Stanley Black & Decker com suas transportadoras são combinadas à ampla rede de transportadoras contratadas da C.H. Robinson, garantindo a solução mais adequada para cada rota.
  • Aprimoramento contínuo: o guia de roteirização deixou de ser estático e passou a ser revisado anualmente (ou com maior frequência), com base em dados de desempenho, permitindo discussões fundamentadas em evidências com as transportadoras.

Inovações estratégicas que foram além da implementação inicial

1. Projeto de agrupamento de cargas LTL

Ao analisar profundamente os dados do TMS, os engenheiros da C.H. Robinson identificaram uma oportunidade significativa para consolidar remessas de carga fracionada (LTL) de longa distância. Ao identificar remessas que percorriam regiões semelhantes em períodos próximos, a equipe desenvolveu um modelo de agrupamento de cargas.

O projeto envolveu um mapeamento colaborativo de processos entre as partes interessadas das unidades e a equipe de engenharia da cadeia de fornecimento da C.H. Robinson. Após um piloto bem-sucedido e um processo simplificado de aquisição de transporte para garantir a capacidade necessária, o modelo de agrupamento foi incorporado ao fluxo de trabalho diário. Isso transformou uma tarefa complexa e manual de consolidação em uma vantagem estratégica repetível para toda a região.

“A C.H. Robinson não apenas nos forneceu acesso a um software; ela se tornou uma extensão da nossa equipe”, afirma Ben Bauman. “O projeto de agrupamento de cargas é um exemplo perfeito: eles identificaram uma oportunidade de consolidação avançada que desconhecíamos e desenvolveram uma solução que não teria sido possível sem o TMS e a expertise em engenharia da C.H. Robinson.”

2. Digitalização de cotações spot de frete aéreo

Anteriormente, a Stanley Black & Decker gerenciava as cotações spot de frete aéreo por meio de planilhas e e-mails, o que resultava em visibilidade limitada e atritos operacionais. A C.H. Robinson modernizou esse processo ao implementar, no TMS, um fluxo de trabalho para concorrências spot, automatizando as solicitações de cotação, a coleta de propostas e a seleção de transportadoras.

Essa transição, apoiada pelo treinamento e pela gestão da mudança conduzidos pela C.H. Robinson, gerou mais de US$ 957 mil em economia nos dois primeiros anos, com economias adicionais continuando a ser acumuladas. Para otimizar ainda mais o processo, a C.H. Robinson:

  • Integrou conectividade EDI com os agentes de carga para automatizar o fluxo e o rastreamento de dados.
  • Desenvolveu painéis personalizados para fornecer visibilidade em tempo real do desempenho e dos gastos com transportadoras de frete aéreo.

O sucesso da implementação das concorrências spot serviu como prova de conceito para a Stanley Black & Decker, que agora está migrando toda a sua operação global de frete aéreo para o TMS.

3. O futuro: orquestrador logístico com IA

Para ampliar ainda mais esses ganhos de eficiência, a C.H. Robinson e a Stanley Black & Decker estão desenvolvendo e testando novos agentes de IA alinhados à abordagem Lean AI da C.H. Robinson. Esses agentes eliminarão tarefas manuais realizadas ao longo das etapas de planejamento e otimização. Essas atividades serão executadas de forma autônoma e estarão disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os resultados: desempenho em números

A transição de um modelo de execução descentralizado para uma estratégia unificada e sistemática gerou resultados transformadores para a Stanley Black & Decker.

  • Alcançou um sólido índice de 83% de conformidade com o guia de roteirização em todas as unidades participantes.
  • Gerou mais de US$ 8 milhões em economia, superando em 40% a meta inicial de economia no segundo ano por meio da combinação de RFPs de aquisição de transporte, otimização de cargas completas e mudanças de modal.
  • Eliminou tarefas manuais de auditoria e rastreamento de fretes, permitindo que as equipes internas da Stanley Black & Decker direcionassem seus esforços para atividades estratégicas de maior valor agregado.
  • Conquistou visibilidade em tempo real, transformando os dados de uma simples conferência retrospectiva de faturas em uma ferramenta proativa de tomada de decisão.
  • Estabeleceu uma estratégia que permite ao escritório corporativo definir a lógica de roteirização, garantindo uma execução consistente em cada unidade.

“A transição para um guia de roteirização sistematizado foi um divisor de águas. Deixamos de ter 12 unidades fazendo 12 coisas diferentes e passamos a adotar uma estratégia única. Agora, os dados orientam nossas decisões, medem o desempenho das transportadoras e monitoram a conformidade em tempo real”, afirma Ben Bauman. “A C.H. Robinson nos ajudou a modernizar nossa rede logística e a obter um nível de visibilidade que representa uma vantagem competitiva.”

O próximo passo: ampliar a inovação

O sucesso da implementação na América do Norte criou um modelo para o futuro. A Stanley Black & Decker pretende expandir essa conectividade do TMS e sua parceria com a C.H. Robinson para outras unidades, incluindo instalações internacionais.

“Nossa jornada com a C.H. Robinson começou com a necessidade de obter visibilidade, mas evoluiu para uma visão compartilhada de um futuro mais inteligente e resiliente”, afirma Ben Bauman. “Não apenas otimizamos uma rede, mas também criamos uma base para a inovação contínua, que garante nossa capacidade de atingir nossos objetivos e atender às necessidades da organização.”